Pelas madrugadas
só as estrelas estão lúcidas,
iluminam as saudades, as dores, as minhas...
estendem tapetes brilhantes,
cavalgam corcéis insanos,
invadem mundos desconhecidos
libertando a solidão...
Pelas madrugadas
só os amantes estão lúcidos,
buscam a felicidade, como se fosse possível,
nadam em corpos de deuses, umidecidos pelo suor, salgado por lágrimas,
gritam evocando relâmpagos, apenas relâmpagos.
Suaves, intensos, indomáveis, sedentos, levianos apaixonados.
Pelas madrugadas
só o silêncio me escuta
e eu travo a luta contra a paz que me assedia,
da minha janela, inerte espero a cura, em vão,
pois já é dia, dia de branco, dia de santo, dia de vida, mais uma vez é luz do dia.
sexta-feira, 26 de novembro de 2010
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